Apenas um hobby ou consumismo?


Com o crescimento das redes sociais, tudo ficou mais imediatista. As relações, vivências, compras… se tornaram uma espécie de “tudo ou nada”. E o lance da vez são os hobbies. Sim, aquelas atividades prazerosas também viraram alvo do consumismo, da perfeição e, até mesmo, da comparação.


Um exemplo são os bobbies goods. O que seria uma atividade prazerosa para alguns — apenas o ato de relaxar a mente e colorir — tornou-se uma espécie de tendência. Onde é necessário ter o equipamento perfeito, um estojo com sei lá quantas cores, para o desenho ficar melhor e mais bonito.


O que era para ser apenas um hobby se torna uma forma de consumo, uma ansiedade.


As redes sociais alimentam, cada dia mais, esse extremismo e perfeccionismo: a necessidade de ter uma dieta limpa, fazer exercício físico, ter um dia mega produtivo com mil coisas realizadas... No final, você não tem tempo nem de errar — ou sequer tentar. O que deveria te fazer bem vira uma ação robótica, ou seja, mais uma uma tarefa disfarçada de autocuidado gerando culpa, comparação, ansiedade, consumismo.


E no fim, estão robotizando até os hobbies. Já se foi a era da cerâmica, do crochê, do crossfit... Qual será o próximo?


É necessário, sim, ter hobbies. Mas: o que de fato te faz bem? Comece a racionalizar. Por mais legal que pareça ser, racionalize. Você não precisa de muito para fazer algo que te faça bem — nem pra começar, muito menos para ser bom o suficiente. Você só precisa começar com o que tem e se sentir leve.


Algumas perguntas e dicas para se fazer antes de começar um novo hobby:

  • Você genuinamente gosta disso ou está apenas seguindo o efeito manada?
  • Fique longe da obsessão. Não fique fissurada em assistir pessoas fazendo o mesmo hobby que você — isso evita comparações.
  • Você realmente precisa comprar tanta coisa só para ter um hobby ou melhorar algo na sua vida?

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