she/her
Desde pequena nunca idealizei as histórias da Disney com príncipes encantados e histórias com felizes para sempre, nunca foram minhas favoritas também, minhas brincadeiras não eram com o Ken, ou max steel namorando a Barbie, nunca nem gostei de Barbie, era a boneca sendo paciente e eu a médica, ou fazendo comida pro meu próprio restaurante. Gostava mais de observar a roupa, os acontecimentos da vida delas e os machucados. Sempre fui muito observadora.
Príncipes encantados nunca foram importantes, até hoje não são, eu gosto de pessoas e vivências reais. Eu prefiro pessoas que me tirem o riso a todo instante, ao invés de palavras super românticas e espalhafatosas mas sem um pingo de emoção.
Gosto de histórias reais, de quem mostra suas dores, seus erros e acertos, seus sonhos.
Nunca levei o amor a dois, de filmes, ou até mesmo uma brincadeira de boneca, como gps para seguir a minha vida, sabe, eu vivia o momento mas nada me tirava do chão ao ponto de falar com firmeza “eu quero casar com você, e vejo perfeitamente meu futuro com você”, já falei que queria casar mas no fundo, bem lá no fundo, sabia que isso não ia acontecer, não por maldade, é que nunca tive vontade de largar minha vida perfeita dos sonhos por alguém, desde mais nova planejo minha vida, conquistar coisas sozinha, desbravar esse mundo em carreira solo. É que certos amores só serviram como coadjuvantes no meu pequeno show, ou surto coletivo.
E me fez acreditar ainda mais no que sempre acreditei, e nunca vai mudar: “você não está aqui nessa vida apenas pra ser o par romântico de alguém, a mãe de fulano, tia de ciclano.”
Sempre quis mais, mais da vida e dos sonhos. Uma carreira brilhante e inspiradora, que me orgulhe, e orgulhe meus futuros filhos/familiares, que seja marcante, e leve algo de especial para outras pessoas.
Príncipes encantados não são suficientes porquê escolho me salvar sozinha todos os dias, e as histórias de contos de fadas ficam pequenas pra mim.

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