O mundo fantástico...

O fantástico mundo, onde as pessoas são boas, angelicais e usam roupas em tons pastéis. Onde a empatia está em alta e amor ao próximo é rotina.
Crimes, quais? Só os de amor.
O garoto que surpreendeu seu amor com uma pequena carta, um crime para o seu coração, um crime para o mundo.
Foi o tiro certeiro na amada, que olha firmemente aos olhos do seu amor contendo seus choros em meio a sorrisos. As pessoas notam o amor de longe, sorriem vagarosamente, sem celulares gravando o momento e sem selfies em redes sociais com juras de amor eterno. Porque o amor era alta, era algo comum. Gestos de amor não eram raridades.  
As pessoas podiam ser elas mesmas, sem uma capa, e autoproteção emocional por serem tão feridas, ou terem escutado desde cedo que demonstrar emoções mais profundas e caóticas, ou um garoto chorar era errado. Garotos não choram, não demonstram nada, nascem robóticos.
Garotas sempre delicadas, não falam palavrões, são do lar.
O mundo fantástico,
Com o andar caótico, a ilusão e o aprisionamento mental de gerações passadas.
Pessoas que mais sofrem do que sorriem,
Você lembra do seu eu criança?
E sabe responder o que ele acharia de tudo o que você é hoje, dos sonhos que abandonou, por sua família gritar que é errado ser liberto e sonhar grande demais?
O mundo fantástico, que não é, é uma reprodução, é uma playlist no modo repeat. A playlist que você já está cansado de ouvir, mas está acostumado e não cria outra. Ela só para se você parar, dar um basta.
E viver como quer, com o seu coração. Largando toda a bagagem e regras ditadas que sabemos de trás pra frente.
Não é fácil, mas impossível também não é.
A esperança do fantástico mundo, com roupas tons pastéis... E você já sabe o resto.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas